A prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos não deve alterar, no curto prazo, o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. Mas os desdobramentos no mercado de petróleo podem trazer impactos indiretos relevantes para a Bolsa, disse Rodrigo Santoro, responsável pela área de renda variável da Bradesco Asset, em entrevista ao Janela de Mercado, programa do NeoFeed que entrevista os principais gestores de fundos e analistas de sell side e buy side do Brasil.
Na leitura do gestor, a eventual recuperação da produção venezuelana tende a ampliar a sobreoferta global de petróleo, pressionando os preços da commodity e afetando empresas do setor de energia, como a Petrobras.
Apesar do cenário de incerteza, Santoro se mostra otimista com a Bolsa brasileira em 2026 por três motivos principais: o início de um ciclo de queda de juros no Brasil, o corte de juros nos Estados Unidos combinado a um pouso suave da economia americana e a retomada da diversificação global de portfólios, após anos de forte concentração na Bolsa americana.
Confira, no vídeo acima, a análise completa do gestor e as empresas que ele vê melhor posicionadas para esse cenário.


