Em 2026, a carreira de soldador offshore permanece como uma das mais cobiçadas no setor de óleo e gás devido aos altos salários. Esse profissional atua em ambientes confinados ou expostos em alto-mar, como plataformas de petróleo e navios sonda. Portanto, quem busca essa trajetória deve estar preparado para um estilo de vida que exige isolamento e alto rigor técnico.
O soldador offshore realiza a manutenção corretiva e preventiva de estruturas metálicas e tubulações de alta pressão. Ele utiliza processos avançados, como a soldagem TIG, MIG/MAG e eletrodo revestido, para garantir a estanqueidade dos sistemas. Além disso, o profissional precisa interpretar plantas técnicas e laudos de inspeção por ultrassom ou raio-X.
A rotina também envolve a preparação de superfícies e a montagem de peças complexas em locais de difícil acesso. Consequentemente, a precisão é vital, pois uma falha na solda pode causar vazamentos catastróficos ou paradas na produção. Logo, a responsabilidade técnica desse cargo é proporcional ao risco ambiental envolvido na operação.
Caminhos iniciais no mercado offshore e salários que podem chegar a R$ 12 mil mensais
O salário de um soldador offshore no Brasil varia significativamente conforme a especialização e a experiência do profissional. Em média, um soldador iniciante (nível 1) recebe entre R$ 6.500 e R$ 8.500. Contudo, profissionais experientes ou especializados em soldagem subaquática podem alcançar vencimentos que ultrapassam os R$ 20.000.
Além do salário base, as empresas pagam adicionais importantes que elevam o rendimento líquido consideravelmente. Portanto, o montante final costuma ser muito atraente em comparação com a soldagem industrial terrestre. A tabela abaixo detalha a composição média dos ganhos em 2026:
| Componente Salarial | Descrição | Impacto Médio |
| Salário Base | Valor fixo conforme o nível técnico | R$ 7.500 |
| Adicional de Periculosidade | Compensação pelo risco de explosão e fogo | +30% |
| Adicional de Confinamento | Pagamento pelo isolamento em plataforma | +15% a 25% |
| Sobreaviso / Horas Extras | Horas que excedem a jornada padrão | Variável |
| Benefícios | Plano de saúde, previdência e PLR | Alto Valor |
Você não consegue embarcar apenas com a experiência em soldagem, pois as normas de segurança são extremamente rígidas. O curso de CBSP (Curso Básico de Segurança de Plataforma) é o requisito mínimo exigido pela Marinha para qualquer trabalhador offshore. Da mesma forma, o treinamento de HUET (Escape de Aeronave Submersa) é essencial para quem se desloca via helicóptero.
Além das certificações de segurança, você precisa comprovar sua qualificação técnica através de órgãos como a FBTS (Fundação Brasileira de Tecnologia da Soldagem). Confira abaixo as certificações que mais valorizam o currículo em 2026:
Cargos offshore em 2025 oferecem salários acima de R$ 20 mil e bônus elevados no setor energético
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A escala de trabalho mais comum no Brasil é a de 14 por 14, ou seja, você trabalha quatorze dias embarcado e folga quatorze dias em terra. Durante o período no mar, a jornada costuma ser de 12 horas diárias, exigindo excelente condicionamento físico e mental. Por outro lado, o período de folga permite que o profissional aproveite um descanso integral sem interrupções.
Muitas empresas também adotam escalas de 21 ou 28 dias de embarque, dependendo da distância da costa. Todavia, a convivência em alojamentos coletivos e a distância da família representam os maiores desafios psicológicos. O próximo passo ideal é buscar uma escola técnica credenciada para iniciar sua qualificação nos processos de soldagem de alta pressão.
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