Prisão expõe nova fase do golpe internacional da Generación Zoe Fuga com 611 BTC revela dimensão da fraude milionária Extradição difícil amplia tensão entre VenPrisão expõe nova fase do golpe internacional da Generación Zoe Fuga com 611 BTC revela dimensão da fraude milionária Extradição difícil amplia tensão entre Ven

Suspeito argentino de esquema com criptomoedas é capturado na Venezuela após fugir com US$ 56 milhões em Bitcoin

2026/02/03 03:00
  • Prisão expõe nova fase do golpe internacional da Generación Zoe
  • Fuga com 611 BTC revela dimensão da fraude milionária
  • Extradição difícil amplia tensão entre Venezuela e Argentina

A polícia venezuelana prendeu Rosa María González Rincón, apontada como uma das mentoras da Generación Zoe, um amplo golpe com criptomoedas que deixou milhares de investidores com prejuízo superior a US$ 120 milhões. A captura ocorreu na cidade de San Cristóbal, no estado de Táchira, após uma operação que mobilizou autoridades locais e a Interpol.

A fraude cresceu ao oferecer retornos mensais de até 7,5%, atraindo pessoas que buscavam lucros rápidos em um mercado cada vez mais popular. Entretanto, as autoridades revelaram que o modelo aplicado não passava de um esquema Ponzi, no qual os pagamentos aos primeiros participantes dependiam dos aportes dos novos investidores.

O esquema também usava promessas envolvendo bots de negociação e um criptoativo supostamente lastreado em ouro, o que reforçava a ilusão de segurança. Os investigadores descobriram que essas ferramentas serviam apenas para criar aparência de legitimidade e simular operações de mercado.

Estrutura do golpe e papel de González

Segundo as investigações, González teria apresentado ao líder da Zoe, Leonardo Cositorto, a proposta de usar algoritmos avançados de negociação. Ela afirmava que seu sistema tinha características de “segurança quântica” e poderia gerar retornos mensais de até 70%.

Em vídeos promocionais, a suspeita afirmava que o grupo tinha “o algoritmo mais avançado do mundo” e prometia ganhos impossíveis de sustentar. Essas declarações ajudaram a atrair milhares de pessoas para o esquema.

Após o colapso da Zoe em 2022, Cositorto foi condenado a 12 anos de prisão na Argentina. Pouco depois, ele afirmou às autoridades que González havia fugido com 611 Bitcoins, avaliados em cerca de US$ 56 milhões, desaparecendo antes de ser localizada pela polícia.

Fuga, prisão e tensão diplomática

De acordo com fontes ligadas ao caso, González teria deixado Buenos Aires usando serviços de segurança privada. Depois, viajou para a Venezuela, onde começou a organizar um novo golpe voltado a investidores argentinos, prometendo retornos mensais de 5% em aportes mínimos de US$ 1.000.

Ela também teria enviado dinheiro a colaboradores para que deixassem seus empregos e se dedicassem exclusivamente ao novo projeto. A ideia incluía lançar uma plataforma supostamente operada por empresas do Reino Unido e alimentada por robôs de negociação.

A repatriação de González, no entanto, promete ser complexa. As relações diplomáticas entre Caracas e Buenos Aires estão rompidas desde 2024, após as eleições venezuelanas consideradas “fraudulentas” pelo governo argentino. Esse cenário pode dificultar o processo de extradição.

Enquanto isso, especialistas destacam que o caso reforça como crimes envolvendo criptomoedas seguem em crescimento e como investidores precisam de mais informação e cautela para evitar armadilhas cada vez mais sofisticadas.

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