O PL acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa do desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí. A escola homenageou o petista com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Foi rebaixada para o Grupo Ouro no Carnaval de 2026.
Na ação apresentada ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, o PL afirma que o desfile extrapolou a manifestação artística e se converteu em “apoteótica peça de marketing político-biográfico e de ataque a opositores”. Leia a íntegra (PDF – 2,9 MB)
O partido diz que houve “transmutação de um desfile carnavalesco em peça político-eleitoral” e pede a preservação de documentos e dados para uma eventual Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral).
O documento cita trechos do samba-enredo, como o coro “olê, olê, olá, Lula, Lula”, repetido ao longo dos 79 minutos de desfile, além de referências ao número 13 e à “ala 12 – Estrela Vermelha”, em alusão ao símbolo do PT
Também menciona setores com críticas a adversários, pautas como o fim da escala 6 X 1, além de uma ala que tratou evangélicos em latas de conserva.
O PL argumenta que há indícios de uso de verba pública e de estrutura do Executivo federal. A petição menciona repasse de R$ 4 milhões da Prefeitura de Niterói à escola em 2026, valor superior ao do ano anterior, além de contrato de R$ 12 milhões entre a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) e a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), com R$ 1 milhão destinado a cada escola do Grupo Especial.
Para a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o desfile teve “inequívoco conteúdo político-eleitoral, explícita construção de peça de propaganda”.
O protocolo no TSE foi formalizado sob a classe “Petição Cível”. Eis a íntegra do comprovante do protocolo (PDF – 118 kB)

